quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cidades invisíveis




O asfalto seco da cidade parece ter se esquecido das estações do ano.
Não ouço nada por causa dos zumbidos das cigarras...
Não vejo nada, porque tudo se confunde no calor que se levanta do asfalto...
Não há ninguém no cruzamento, viro para trás e só vejo sua sombra.
Estico o braço, mas só sinto o calor do seu corpo, que logo some e uma brisa branda me empurra para frente...
Não nos tocamos, não nos olhamos, mas os caminhos se encontram em algum lugar distante...

Atravessamos céus repletos de enigmas que seguem até o breu da noite,  onde o Sol se põe sobre um conjunto de prédios, mesmo que não possamos ver...

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